Mentoring: Como Impulsionar Transições e Lideranças Profissionais
Descubra como o mentoring aprimora competências, fortalece redes e impulsiona lideranças em transições profissionais.
Ler artigo →Entenda como calcular e reduzir o absenteísmo com estratégias de gestão e engajamento para melhorar o clima e resultados.
Fernando Pontes
Arquiteto de Carreira — Criador do PontesOS®
Eu já vi empresas tratarem faltas e afastamentos como um detalhe operacional. No começo, parece só um problema de agenda. Depois, surgem atrasos, sobrecarga, ruído entre áreas e um clima mais pesado. É nesse ponto que o absenteísmo deixa de ser um número e passa a mostrar algo mais profundo sobre a rotina de trabalho.
Absenteísmo é a ausência do profissional quando sua presença era esperada, por motivo justificado ou não.
Quando eu observo esse tema com mais cuidado, percebo que ele raramente nasce de uma causa única. Em geral, há um conjunto de sinais. Saúde mental fragilizada, ambiente tenso, gestão pouco clara, desconexão com o trabalho, dores físicas, processos mal desenhados. Tudo isso pode aparecer antes das faltas se tornarem frequentes.
Por isso, falar de presença no trabalho é também falar de sentido, reconhecimento e condições reais para que as pessoas consigam sustentar uma rotina saudável. Esse olhar combina muito com o que a Pontes Carreira defende ao ajudar especialistas e lideranças a traduzirem melhor seu valor. Quando há clareza de papel e narrativa, o vínculo com o trabalho tende a ficar mais forte.
Muita gente associa o tema apenas a faltas sem aviso. Eu não vejo assim. O fenômeno inclui atrasos recorrentes, saídas antecipadas, licenças médicas, ausências por questões familiares e afastamentos mais longos. Dependendo da política interna, cada organização registra isso de uma forma, mas a lógica é a mesma: horas de trabalho previstas não realizadas.
O índice de ausências funciona como um termômetro da saúde da cultura, da gestão e das condições de trabalho.
Em um time bem estruturado, faltas acontecem, claro. Pessoas adoecem, passam por imprevistos e vivem ciclos diferentes. O problema começa quando a ausência vira padrão. A partir daí, eu costumo olhar para três camadas:
Quando essas camadas se somam, o custo não aparece só na folha ou na operação. Ele aparece no humor do time. E isso pesa.
Falta repetida quase nunca é aleatória.
Eu gosto de separar as ausências em categorias simples, porque isso ajuda a agir com mais precisão. Sem essa leitura, a empresa reage do mesmo jeito a problemas muito diferentes.
Os tipos mais comuns são estes:
Eu também considero útil distinguir ausências pontuais de padrões repetidos. Um único afastamento longo pode gerar impacto grande. Já pequenas faltas frequentes podem parecer menores, mas corroem a rotina da equipe aos poucos.
Medir bem é o primeiro passo para sair da percepção vaga. A fórmula mais usada compara o total de horas perdidas com o total de horas previstas de trabalho em um período.
O cálculo mais comum do absenteísmo é: horas ausentes ÷ horas previstas de trabalho x 100.
Vou dar um exemplo simples. Se uma empresa tinha 10.000 horas previstas no mês e perdeu 400 horas por faltas, atrasos e afastamentos contabilizados, o índice foi de 4%.
Também é possível adaptar a conta para dias perdidos:
Na minha experiência, o erro mais comum está na base. Algumas empresas misturam atrasos, férias, banco de horas e licenças sem critério. Outras não segmentam por área, função ou gestor. Sem esse cuidado, o indicador perde valor.
Vale acompanhar, pelo menos, estes recortes:
Eu noto bastante confusão entre esses termos. Faz sentido, porque todos se relacionam com pessoas e desempenho organizacional. Mas eles apontam para fenômenos distintos.
Turnover é a saída de pessoas da empresa, enquanto presenteísmo é estar presente sem conseguir entregar bem por adoecimento ou desgaste.
O absenteísmo trata da ausência. O turnover fala da rotatividade. O presenteísmo, por sua vez, é mais silencioso. A pessoa comparece, mas trabalha com baixa concentração, dor, esgotamento ou forte desconexão. Em muitos casos, o presenteísmo vem antes do afastamento.
Eu costumo pensar assim:
Essa distinção ajuda muito na tomada de decisão. Uma ação voltada a retenção, por exemplo, não resolve sozinha um quadro de ausências por saúde mental.
Quando tento entender por que uma equipe falta tanto, eu prefiro começar sem julgamento. A resposta raramente é preguiça ou falta de compromisso. Em muitos ambientes, a ausência é o sintoma final de uma história que já vinha se formando.
Esse é um ponto cada vez mais presente. Sobrecarga, conflitos, pressão sem apoio, medo constante de errar e falta de reconhecimento podem levar a ansiedade, exaustão e afastamentos.
Problemas de saúde mental estão entre as causas mais sensíveis e mais negligenciadas das ausências no trabalho.
Um dado chama atenção. Em uma análise do impacto econômico do absenteísmo em hospital público durante a pandemia, com 793 servidores e 2.166 atestados, o custo estimado passou de R$ 2,6 milhões, e problemas de saúde mental apareceram entre as causas de afastamento, atrás apenas das doenças virais.
Quando eu vejo esse tipo de número, penso em algo simples: ignorar sofrimento psíquico sai caro para as pessoas e para a empresa.
Nem toda falta nasce de um laudo. Às vezes, ela nasce de um distanciamento emocional. A pessoa não se reconhece mais no papel, não vê horizonte, não recebe retorno ou sente que seu esforço não faz diferença.
Isso aparece bastante em momentos de mudança interna. Novas metas, novo gestor, nova estrutura. Se a comunicação falha, o vínculo enfraquece. É por isso que temas como posicionamento, clareza de carreira e percepção de valor, muito trabalhados pela Pontes Carreira, também dialogam com o engajamento no dia a dia.
Eu já vi times com boa remuneração e alto índice de faltas. O motivo estava na relação com a liderança. Gestores que só cobram, não escutam, mudam prioridade toda semana ou tratam o time sem critério geram desgaste rápido.
A forma como a liderança se comunica pode aumentar ou reduzir as ausências recorrentes.
Quem quiser aprofundar esse olhar pode acompanhar conteúdos sobre liderança e também reflexões sobre gestão de reputação e monitoramento da liderança, porque a imagem de quem lidera impacta confiança, segurança e permanência.
Postos mal ajustados, cadeiras ruins, excesso de ruído, calor, iluminação inadequada e jornadas pouco humanas também adoecem. Às vezes, a dor nas costas ou a fadiga parecem casos isolados. Depois, viram padrão.
Em setores operacionais, isso fica ainda mais evidente. Em áreas administrativas, o problema pode ser mais discreto, mas continua presente.
Transporte precário, violência urbana, longos deslocamentos, cuidado com familiares e crises sanitárias afetam a frequência ao trabalho. Nem tudo está sob controle da empresa. Ainda assim, políticas flexíveis e escuta ativa reduzem o impacto.
Quando alguém falta, a conta não termina no salário daquele dia. Há redistribuição de tarefas, horas extras, atraso em entregas, perda de continuidade, retrabalho e tensão interna. Em alguns casos, a empresa ainda lida com custos de substituição temporária.
O custo do absenteísmo inclui gastos visíveis e perdas ocultas que se acumulam na rotina.
Em um estudo em instituição pública de ensino na Paraíba, os custos ocultos das ausências superaram patamares considerados aceitáveis, com peso maior entre docentes do que entre técnicos-administrativos. Entre os fatores observados, apareceram infecções virais e transtornos mentais e comportamentais.
Mas eu penso que o impacto cultural é ainda mais difícil de reparar. Quando poucos faltam muito, outros passam a carregar a operação. Se isso se repete, surgem ressentimento, queda de confiança e sensação de injustiça. O time percebe tudo.
O clima sente antes do indicador.
Por isso, o monitoramento não deve servir só para punir. Deve servir para compreender, prevenir e reorganizar.
Não existe solução única. O que funciona é um conjunto de práticas consistentes. Eu gosto de pensar em prevenção, acolhimento e gestão clara.
Clima não é assunto abstrato. Ele aparece na forma como as pessoas conversam, recebem feedback, pedem ajuda e enfrentam conflito. Ambientes tensos aumentam afastamentos.
Algumas ações ajudam bastante:
Quem está em transição de papel ou reposicionamento profissional pode encontrar boas reflexões na categoria de estratégia de carreira, já que clareza de trajetória também afeta permanência e motivação.
Programas de bem-estar não devem ser vistos como enfeite institucional. Eles fazem mais sentido quando dialogam com a rotina real das equipes. Escuta psicológica, campanhas de saúde, orientação sobre sono, pausas e autocuidado podem reduzir afastamentos ao longo do tempo.
Apoio psicológico acessível ajuda a tratar causas antes que elas se transformem em licenças longas.
Eu também vejo valor em lideranças preparadas para identificar sinais de alerta sem invadir a privacidade de ninguém.
Muita empresa fala de engajamento sem olhar para cadeira, monitor, postura, pausa e iluminação. Eu acho um erro. Não existe vínculo forte com dor constante.
Vale revisar:
Dependendo da atividade, horários flexíveis, banco de horas bem administrado, trabalho híbrido e ajustes pontuais de jornada reduzem faltas ligadas a deslocamento, consultas e demandas familiares.
Isso pede confiança e critérios. Sem isso, a flexibilidade vira confusão. Com boa gestão, vira apoio real.
Eu já acompanhei cenários em que o volume de faltas cresceu depois de mudanças mal explicadas. Boatos ocupam o espaço da ausência de informação. Quando a empresa comunica mal, o time trabalha inseguro.
Comunicação transparente reduz ansiedade, boatos e desgaste desnecessário.
Falar com clareza sobre mudanças, metas, processos e critérios de decisão ajuda a manter previsibilidade. E previsibilidade reduz tensão.
Eu não acredito em gestão que só olha o problema quando ele estoura. O ideal é acompanhar sinais antes do agravamento. Isso vale para frequência, clima e saúde da equipe.
Alguns indicadores de RH ajudam muito quando lidos em conjunto:
Isoladamente, um número pode enganar. Em conjunto, eles contam uma história. Se uma área concentra faltas, horas extras e saída de profissionais, eu já acendo um alerta. Provavelmente há algo estrutural ali.
Esse tipo de leitura também conversa com desenvolvimento de liderança e transição profissional. Em alguns casos, o problema está em pessoas promovidas sem preparo para gerir. Em outros, está em trajetórias estagnadas. Para esse olhar mais humano sobre evolução e reposicionamento, eu acho útil acompanhar conteúdos sobre mentoria profissional em transições e também sobre estratégias de networking para líderes em transição de carreira.
Se eu tivesse que escolher um ponto de maior impacto, eu diria sem hesitar: liderança. Não porque ela resolva tudo, mas porque influencia quase tudo. Um gestor atento percebe padrões, acolhe conversas difíceis, ajusta prioridades e protege o time de sobrecarga evitável.
Lideranças presentes e preparadas ajudam a prevenir faltas ao criar vínculo, clareza e segurança.
Na prática, eu vejo boas lideranças fazendo movimentos simples:
Isso não elimina todos os afastamentos. Mas muda a qualidade da relação entre pessoa e trabalho. E, muitas vezes, é esse vínculo que impede que pequenos sinais virem crises.
Quando penso em reduzir ausências de forma duradoura, não penso em controle excessivo. Penso em coerência. A empresa precisa dizer e praticar a mesma coisa. Se fala de cuidado, precisa organizar carga de trabalho. Se fala de escuta, precisa responder ao que ouve.
Ambientes saudáveis costumam reunir alguns traços:
Eu gosto de lembrar que engajamento não nasce de discurso motivacional. Ele cresce quando a pessoa entende seu papel, percebe justiça e sente que pode trabalhar sem se adoecer. Nesse sentido, a Pontes Carreira toca num ponto muito atual: clareza sobre valor profissional. Isso ajuda lideranças e especialistas a atuarem com mais direção, presença e consistência.
Absenteísmo não deve ser lido apenas como falta ao trabalho. Eu vejo esse indicador como uma mensagem sobre o que está funcionando mal, ou bem, dentro da organização. Quando as ausências aumentam, vale olhar para saúde mental, liderança, ambiente físico, políticas internas, sentido do trabalho e qualidade das relações.
Reduzir ausências recorrentes depende menos de punição e mais de escuta, gestão preparada e ambiente saudável.
Empresas que monitoram dados, acolhem sinais precoces e tratam pessoas com seriedade constroem equipes mais estáveis e mais conectadas ao trabalho. Se você quer aprofundar esse olhar sobre posicionamento, liderança e transições profissionais que impactam o engajamento, vale conhecer melhor a Pontes Carreira e agendar uma conversa inicial para receber seu diagnóstico de encontrabilidade.
Absenteísmo no trabalho é o conjunto de ausências de profissionais em períodos nos quais eles deveriam estar em atividade.
Eu considero nessa conta faltas justificadas, injustificadas, atrasos recorrentes e afastamentos, conforme a política de registro da empresa. O indicador ajuda a entender a frequência das ausências e os possíveis problemas por trás delas.
Altos índices de absenteísmo aparecem quando o volume de horas ou dias perdidos cresce acima do padrão histórico da empresa ou de uma área específica.
Eu recomendo comparar períodos, equipes, motivos de afastamento e duração das ausências. Também vale observar sinais paralelos, como aumento de atestados, horas extras, conflitos internos e queda no clima organizacional.
As causas mais frequentes incluem problemas de saúde física, saúde mental, insatisfação com o trabalho, falhas de liderança e condições inadequadas de ambiente.
Na minha visão, fatores externos como deslocamento, cuidado com familiares e crises sanitárias também influenciam bastante. Por isso, a leitura do problema precisa ser ampla e não apenas disciplinar.
Para reduzir o absenteísmo, a empresa deve combinar monitoramento de indicadores, melhora do clima, apoio psicológico, ergonomia e políticas de trabalho mais flexíveis.
Eu também vejo bons resultados quando a liderança recebe preparo para conversar com clareza, distribuir demandas com equilíbrio e identificar sinais precoces de desgaste. A prevenção costuma funcionar melhor do que a reação tardia.
Sim, o absenteísmo afeta o engajamento porque aumenta a sobrecarga do time, prejudica a confiança e enfraquece o senso de justiça dentro da equipe.
Quando as ausências se tornam frequentes e não são tratadas com seriedade, os demais profissionais sentem o peso da operação e tendem a se desconectar. Por outro lado, quando a empresa cuida das causas e valoriza as pessoas, o vínculo com o trabalho se fortalece.
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